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Quase um museu de objetos esquecidos

Pela primeira vez em Belo Horizonte, a artista plástica mineira Thaïs Helt apresenta exposição na AM Galeria de Arte, a partir do dia 18 de junho

 

“... E das duas, uma: ou o poço era muito fundo ou então o tombo era muito devagar. Enquanto ia caindo, teve tempo até demais para olhar à volta e pensar no que estava para acontecer. Olhou para as paredes do poço e reparou que estavam cheias de armários e prateleiras com mapas e gravuras.” No trecho de uma de suas principais obras, Lewis Caroll foi cuidadoso em descrever o mergulho interior que marcava o início da jornada de autoconhecimento de Alice pelo País das Maravilhas. E a desenhista e gravadora Thaïs Helt “se apropriou” dessas referências literárias, transformando-as em uma obra de arte extremamente visual e carregada de significados.

 

Quase um museu de objetos esquecidos – Não precisa me explicar. É por isso que vim até aqui traz, pela primeira vez na capital, 80 das 300 caixas produzidas pela artista e é, nas palavras do poeta e crítico espanhol Adolfo Montejo Navas, “uma imensa vitrine-mural, biblioteca de livros-objeto, de artista e objetos, uma obra de arquivo e de dispersão, que se levanta como um muro imagético – transparente e opaco – que oferece exemplos a seus dois lados”.

 

 

A coleção abriga livros-escultura, recortes, páginas-dobras geométricas, livros espaciais com espelho e zíper, com marcas de mãos ou de objetos desenhos, materiais de todo o tipo... Enfim, uma biblioteca babélica que se traduz em produção quase absurda de caminhos e sentidos. “Todos os nossos guardados, nossas lembranças e recordações, nosso passado, nosso presente e futuro. Tudo aflora e se abre diante de nossos olhos. Abrimos gavetas, reviramos caixas. Encontramos o elo perdido. Não são recordações. São memórias do presente, atuais”, contextualiza George Helt.

 

Para Emmanuelle Grossi, curadora da galeria, a aluna de Amilcar de Castro experimenta as possibilidades da relação entre litografia e tecnologia, que tornam sua obra dubiamente contemporânea e atemporal. “Thaïs Helt utiliza técnicas de gravação e litografia que remetem à própria essência da memória, são documentais, criam códigos. Mas a união com novas tecnologias produz resultados lindos, únicos e inovadores”, explica.

 

Ao som do DJ Rafa, a abertura da exposição será realizada no sábado, 18 de junho, a partir das 11h, na AM Galeria de arte, localizada na rua do Ouro, 136, Serra, com entrada gratuita.

 

Sobre a artista

 

Thaïs Helt é mineira de Juiz de Fora, mas vive e trabalha em Nova Lima (MG). Gravadora e Pintora. Graduou-se em Artes pela Escola Guignard da UEMG. Fez cursos com Amílcar de Castro, Lotus Lobo e Antônio Grosso. É professora de litografia na Escola Guignard da UEMG. Fundadora da Casa Litográfica e da Oficina Cinco, ateliê de litografia que funciona em Nova Lima, MG.

 

Prêmios: VIII Salão de Campinas, SP (1972); Salão Santos Dumont, MG (1973); Bolsa de Estudos no Tamarind Institute, Albuquerque (novo México EUA (1991).

 

Exposições coletivas selecionadas:

XIV Bienal de São Paulo (1977); V e VI Bienal Latino-Americana, Porto Rico (1981-83); II Salão Nacional do Rio de Janeiro (1980); XXXIV Salão de Artes de Pernambuco (1981).

 

Litografia Brasileira, Palácio das Artes BH; Exposição Internacional Funarte, itinerante: América Latina (1980);Artistas Brasileiros, Galeria Gesto Gráfico, BH (1980);  International Print Exhibit, Taiwan, China (1983);  25 Anos de Litografia em Minas, BH e Juiz de Fora (1986); Brazilian Contemporary Prints, Gallery of Saint John's, Santa Fé e Albuquerque, Novo México, EUA (1986); 25 Anos da Litografia de Arte em Minas – Palácio das Artes, BH (1986); Itaú galeria, Brasília (1987); Artistas Mineiros, Fundação Cultural de Brasília (1987); Embaixada da França, Brasília (1987);A Gravura em Minas, Museu de Arte da Pampulha (1987); Sobre Papel, Palácio das Artes, BH (1987); Prospecções: Arte nos Anos 80 e 90, Palácio das Artes (1997); Brasil do Próximo Milênio  A Arte em Minas, Juiz de Fora (2000); Leiria, Belo Horizonte, Um Encontro de Culturas, Leiria, Portugal 2000; Investigações: A Gravura Brasileira – Itaú Cultural, SP (2000); A Gravura Brasileira, Itaú Cultural, SP (2001); Exposição de inauguração do Atelier de Amílcar de Castro e Thais Helt, Nova Lima (2001); Exposição Coletiva de professores da Escola Guignard  - Galeria da Escola Guignard – 2005;  Cow Parede – BH (2006); Fundação Clóvis Salgado – Impressões Diversas – BH (Dez. 2006 a Fev. 2007) ; Seleções da Arte Contemporânea Brasileira – Centro Cultural Correios – Rio de Janeiro – (mar. 2007); Códice - do risco ao risco - Museu Vale, Vila Velha - ES (2015).

 

Exposições individuais selecionadas:

Galeria de Arte FAOP (1980); UFV (1980); Galeria Macunaíma, RJ (1987); Galeria da Ex-Libris, BH (1990); Kolams Galeria de Arte, BH (1994); Casa de Cultura, Nova Lima 2003; Tempo Impresso – BDMG Cultural, BH (Ago 2007); Tempo Impresso – Galeria Lemos de Sá, BH (out 2007); Thaïs Helt: Ofício Gravura – Centro Cultural USIMINAS, Ipatinga (Out/Nov 2009); Thaïs Helt: Ofício Gravura – Centro  Cultural FIEMG, Ouro Preto (Nov/Dez 2009);  Thaïs Helt: Ofício Gravura – Museu de Artes e Ofícios, Belo Horizonte (Dez 2009 a Jan 2010); Thaïs Helt: Ofício Gravura – Centro Cultural Correios, Salvador-BA (Mar a Abr 2010).

 

Possui obras em diversos museus e coleções particulares no Brasil e no exterior.

 

 

AM Galeria de Arte

 

Com 26 anos no mercado, a AM, criada por Angela Martins, nasceu com o objetivo de expor esculturas de um reservado grupo de artistas selecionados por Amilcar de Castro, como Franz Weissmann, Sérgio Camargo, Bruno Giorgi, Sônia Ebling e Ascânio MMM. Além de exposições, a Galeria recebe cursos, como o de arte contemporânea, realizado pelo curador e crítico Agnaldo Farias, e prepara agora sua primeira mostra de filmes.

 

SERVIÇO

Exposição: Quase um museu de objetos esquecidos

Brunch de Abertura: 18 de junho, das 11h às 15h

Local: AM Galeria de Arte | Rua do Ouro, 136, Serra – Belo Horizonte/MG

Funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h30

Encerramento: 16 de julho

Entrada gratuita

Presença de manobrista no local

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