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Em show, Detonautas realiza homenagem a Raul Seixas, eterno pai do rock brasileiro

Olá amigos,

O post de hoje começa com uma pergunta. Simples, rápida e que já está gravada no inconsciente coletivo. Quem de vocês nunca ouviu alguém gritar “Toca Raul!” no meio de algum espetáculo? Eu mesma já escutei o clássico pedido em shows de diferentes perfis: mpb, metal, rock clássico...não importa, o grito de chamada pelas eternas canções do pai do rock sempre esteve presente nas capitais, praias e cidades do interior. E olha que não é exagero, eu tenho certeza que você também já ouviu esta indagação antes (!). É justamente por sua força e importância para a música nacional que fizemos, na noite do último sábado, dia 30, a cobertura do show “Detonautas Toca Raul”, homenagem da banda Detonautas Roque Clube ao músico Raul Seixas.

A banda Detonautas Roque Clube momentos antes do show

Vem junto comigo para saber mais sobre o evento, um dos raríssimos nos quais se ouvia “Toca Raul!”, com resposta imediata (risos). Inesquecível.   

Detonautas Roque Clube

A DJ Vivi Seixas, filha de Raul Seixas, no comando da pick up

O show, vibrante e cheio de pontos altos, aconteceu pela segunda vez – em setembro, no Rock in Rio, o Detonautas estreou a performance. Antes da entrada da DJ Vivi Seixas, o público vibrou com o repertório de clássicos do rock executado pela banda Machine Rock Orchestra. Vivi Seixas é  muito parecida com o pai e tem uma presença de palco incrível. Gostei, especialmente, do remix de Metamorfose Ambulante, cheio de bossa e originalidade. Em determinado momento, ela chegou a comentar que tem absoluta certeza de que Raul adoraria conferir os sucessos dele repaginados para o eletrônico. “Quem tem dúvida disso, não conhece a verdadeira essência dele. Ele misturou rock e baião, cantou forró e rap”, disse Vivi Seixas. “Ele era a favor da música”.

Machine Rock Orchestra

Zélia Duncan em ação no palco

Após o mix dançante de Vivi, o Detonautas abriu a noite com a clássica Aluga-se e seguiu com um set list na medida, no qual figuraram canções bastante conhecidas do público, como Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás e No Fundo do Quintal da Escola O espetáculo contou, ainda, com a participação da cantora Zélia Duncan, que marcou presença em dois tempos no palco, nas canções Tente Outra Vez, Maluco Beleza, Metamorfose Ambulante e Sociedade Alternativa

Olha só o estilo do garotinho com chapéu de bruxo no palco

Meus olhos brilharam quando vi um grupinho de crianças reunidas bem na frente do palco. Sim amigos, as crianças vão dominar o mundo, fiquei impressionada com a inteligência de um garotinho com menos de dez anos que subiu ao palco. Vocês acreditam que ele teve a ousadia de colocar um chapéu de bruxo para em seguida cantar perfeitamente Meu Amigo Pedro? Fiquei feliz em descobrir a existência desta “pequena geração” de fãs do Raul, o que comprova, mais uma vez, a força do legado do músico, que já se projeta para o futuro.

Com o show caminhando para o final, Tico Santa Cruz chamou ao palco Sylvio Passos, fundador do Raul Rock Clube. Sylvio levava o bastão Atlantis nas mãos, feito por José Roberto Romeiro Abraão. Raul havia recebido o objeto como presente cerca de três anos antes de seu falecimento. Quando foi encontrado morto em seu apartamento, o músico estava agarrado a ele. “Passei o bastão Atlantis para Tico, pois ele está levando a obra do Raul para a geração de hoje, que não o conhece a fundo”, disse Passos.

Renato Rocha, guitarrista do Detonautas Roque Clube

Uma celebração com direito a repertório de excelência e muita energia positiva, em memória da Sociedade Alternativa. Já falei anteriormente que adoro assuntos do mundo esotérico, correto? Por isso adoro essa música, que faz referência à filosofia de Aleister Crowley, ícone do ocultismo contemporâneo, e à Lei de Thelema,  doutrina do mago.

O ocultista inglês Edward Alexander Crowley, conhecido como Aleister Crowley: inspiração para a arte de Raul Seixas

No trabalho de Raul, a propósito, é possível encontrar muitos links com a magia. Na canção Love Is Magick, note que a letra K no final da palavra Magic – o termo tem conexão direta com a magia de Crowley, que adicionou o K para que suas práticas não fossem confundidas com outros tipos de magia.  

“A lei do forte / Essa é a nossa lei e a alegria do mundo / Faz o que tu queres há de ser tudo da lei”

Lembrou deste trecho da canção A Lei? São palavras de Liber Oz, um dos principais livros de Thelema.  

Por isso e tudo mais, Raul Seixas é, para nós, sinônimo de cultura, inspiração e liberdade.

 

*Texto: Caroline Zeine

*Fotos: Alexandre Martins

 

 

 

Comentários
Patricia Moya
KKKK que dá hora ver os comentários em vários lugar do meu Filho Lucas Antonio.... Fazia dias semanas que ele tinha me dito que iria subir ao palco pra cantar com o Tico Judas do Raul, ai disse a ele que não era facil como ele pensava, por fim surgiu a oportunidade dele subir e a galera estava pedindo Pedro... ele foi meio acanhado e cantou me surpreendendo kkkk depois ele disse mãe tenho fã rsrsrs muita gente foi cumprimenta-lo na saída rsrs e no carro ele disse Viu mãe como eu subi e cantei!.... O video esta no face e you tube http://www.youtube.com/attribution_link?a=_FlIcmz7HgzSbTCYBqbZZQ&u=%2Fwatch%3Fv%3DXHVJ1oxe30E%26feature%3Dshare Obrigada Abraços
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